quarta-feira, dezembro 31, 2008

Eliminando o passado

Já no final do ano de 2008, temos a tendência de olhar para o ano que finda e sentir-nos consolados com os sucessos e boas recordações, e envergonhados e debelados pelas derrotas e erros cometidos. Talvez fosse bom fazer "rewind" e "delete".

Estes dias tive oportunidade de reflectir sobre a dificuldade de eliminar os vestígios do passado, quando trabalhava no computador. Compreendi porque o Departamento do Estado manda retirar o disco rígido de todos os computadores que são vendidos, doados, ou deitados fora. A razão: mesmo se o disco for formatado, e aparentemente limpo de dados, informação ainda pode ser extraída. Li ou ouvi um conselho mais ou menos assim: "A única maneira segura e eficaz de eliminar dados de um disco ou portátil é com um tiro de arma de fogo .45."

Eu simplesmente queria mudar de browser e programa de e-mail. Tudo corria bem até ao momento quando tentei transferir os e-mails do programa anterior para o novo. Não queria guardar todas mensagens antigas. Já fazia 5 ou 6 anos que não dava uma limpeza nas caixas de correio, por isso, fui eliminando montes de mensagens que já não interessavam. Só depois de deitar milhares de mensagens no lixo, procedi à transferência. Voilá! Tudo que tinha deitado fora, mais todas as mensagens eliminadas ao longo dos anos, todo o "Junk" e "Spam" que julguei estar já eliminado há anos, vieram como um dilúvio para o novo programa. Assisti admirado enquanto o computador regurgitava os e-mails...mais, cada vez mais! Total no fim: mais de 56.000!  Pensei que todo o meu passado estava no passado, e de repente, estava tudo aqui de novo perante os meus olhos...toda a mensagem recebida, toda a mensagem enviada.

Depois de mais algumas tentativas, consegui guardar uma pequena fracção desses 56.000 ficheiros, pelo menos só estes aparecem no ecran quando abro as caixas de correio. (Na verdade, tenho a impressão que os outros ainda estão escondidos nos cantos escuros do disco.)

Dou graças a Deus que quando Ele perdoa, Ele também diz que "jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades ." (Heb. 10.17) Nada de "undelete"; nada de "restaurar configuração anterior."

sábado, dezembro 06, 2008

Uma História de Natal

Nas próximas semanas, haverá muitas "histórias de Natal" além da história do estábulo em Belém, e a maior parte delas não terá nada a ver com o que realmente aconteceu lá há uns 2000 anos atrás. Esta é uma história contada por Paz, uma irmã membro da nossa igreja.

Paz trabalha na maior e mais antiga loja no centro do Funchal. Até à véspera de Natal ela e os colegas vão ter que lidar com cada vez mais clientes, alguns dos quais põem em prova a paciência dos funcionários.

Hoje, quando Paz estava a fazer a conta para uma senhora, que levava artigos para decoração para Natal, a senhora pediu que Paz fizesse "um bom desconto" pois, "é para Deus." Sem a mínima hesitação, a Paz respondeu, "Deus não precisa disso. O que Ele quer são corações arrependidos!"

"O quê!?!" exclamou a senhora, obviamente confusa. Ela não tinha a mímina noção do que Paz estava a dizer. Depois, uma colega de Paz queria saber o significado daquilo que Paz havia dito. 

"Quando tivermos mais tempo para falar, pergunta-me e eu explico," disse Paz. 

Aí é que vai ser contada uma verdadeira história de Natal.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Quase dois meses...Holodomor

Sei que já faz quase dois mêses que não escrevo em Português (há mais notícias no blog em Inglês). Logo depois de chegar em Portugal no final de Outubro, viajámos de imediato para o Algarve, onde ficámos mais uma semana, e desde então o ritmo não abrandou. Navios americanos no porto, um americano que foi internado em estado grave e finalmente conseguiu voltar para os EUA, um jantar do Dia de Acção de Graças, que reuniu cerca de 40 americanos...parte do que temos experimentado ao longo das últimas semanas.

A carga de trabalho de tradução não é novidade...melhor será falar das visitas que temos tido em casa e na igreja, irmãos que nos visitaram do continente. Os ensaios para a cantata de Natal estão em plena força (2 a 3 vezes por semana). Este ano, a cantata será cantada em Inglês na manhã do dia 21 (Domingo) e em Português na noite do dia 24. O nosso tempo livre tem sido pouco, e as energias menores ainda.

A Prisão

Um dos membros da igreja é Marcos, guarda-redes de Marítimo, que sente o desejo de ser usado na evangelização cada vez mais. Uma primeira oportunidade será uma visita à prisão na semana que vem, visita autorizada pelo director da prisão, e que incluirá o testemunho de Marcos e outros jogadores evangélicos, acompanhado com a entrega de Bíblias.


Agora tenho dois homens nas reuniões semanais...os dois ucranianos. Nikola fazia parte do grupo no início do ano, até ser posto em liberdade a aguardar o julgamento. Foi julgado e condenado a 6 anos de prisão, por isso, está na prisão (e nas reuniões) de novo.  Ontem, ele contou uma história interessante:

A Ucrânia recentemente comemorou o 75º aniversário do Holodomor, a fome de 1933 causada por Estaline, que requisitou toda a comida na Ucrânia, causando a morte de uns 5-6 milhões de pessoas! Algumas estimativas vão até 14 milhões! É quase impossível imaginar. O link acima abre o artigo em Wikipedia sobre esta genocida. O assunto surgiu na reunião ontem, e Nikola disse que a sua avó e os pais e avós dela passaram por esta fome. Eram Baptistas, e during a fome oraram a Deus. Enquanto os seus vizinhos morreram, eles e os outros membros da sua igreja sobreviveram. Nem sempre havia muito para comer, mas eles sempre tinham alguma coisa. Deus não os deixou morrer de fome. Um caso e exemplo que nos faz parar e pensar nestes dias de grande crise e incerteza no mundo inteiro: onde está a nossa fé?

quarta-feira, outubro 15, 2008

A Viajar Sempre

Ainda não faz duas semanas que estou nos EUA, mas já viajei bastante. Fiquei o primeiro fim-de-semana com Jeff e sua esposa, Liz. Depois ele me trouxe até a casa da Joy e Mark, onde Abbie passou um mês, estando presente para o nascimento de Amilia. Ela tinha 2 semanas quando a vi pela primeira vez. Também Jeff teve oportunidade de brincar com sua sobrinha.


Enquanto ele a segurava, Amilia ficou entre atitudes de espanto e aparente riso.

(

"Veja, lá! Eu tenho tanto cabelo quanto o tio tem!"


E Vóvó já estava muito habituada a cuidar da neta, que até dorme bem à noite já.

Amilia - 3 semanas

Ainda não vimos Braewyn, a filha de Raquel e Chris, que já tem quase 3 mêses. É para Colorado que vamos amanhã, só chegando na 5ª-feira. No próximo fim-de-semana, haverá uma reunião da família toda em casa de Ricardo, pois Jeff vem de Dallas, e Joy e Mark também vão lá passar o fim-de-semana, e Raquel vem do outro lado das montanhas. Também será oportunidade de visitarmos com a mãe, meu irmão, e minhas irmãs.

Os nossos pais

Minha mãe tem 92 anos, e está em boa saúde. Quanto aos pais de Abbie, são um pouco mais novos (o pai dela fez 90 anos em Setembro e a mãe tem 86 anos). Fomos lá na semana passada fazer-lhes mais uma visita antes de sair desta região. A saúde deles está mais ou menos o que tem sido nos últimos anos, a mãe a sofrer de osteoporose, que lhe dificulta um pouco a mobilidade. O pai está com saúde física bastante boa, mas a mente dele o deixa confuso muitas vezes. Por enquanto vivem sós, mas o irmão de Abbie mora ao lado e está sempre a verificar que estão a tomar os medicamentos de acordo com as instruções do médico. Realmente não podem governar as suas vidas sem assistência.





Notícias da Madeira...

Jackie realmente não está na Madeira, mas continua sempre nas orações da igreja. Ela devia ter recebido já um implante para abrir as veias, pois os médicos descobriram 3 lugares bloqueados, mas os rins estão a funcionar tão mal que os médicos adiaram a operação mais umas semanas, até ter a certeza do que deviam fazer. Ela e Jaime vão continuar na Inglaterra enquanto ela precisar da atenção médica.

Na Madeira, a nossa irmã Dawn teve de ir ao hospital, e os exames iniciais revelaram um coágulo no coração, uma sombra num pulmão, e problemas no esófago. Na semana que vem, ela vai fazer uma ressonância magnética especial para melhor definir a sua condição. Roy, seu marido, está a tomar conta dos cultos em Inglês na nossa ausência, e damos graças a Deus pela fidelidade dele e dos outros que estão a levar a obra em frente, tanto em Inglês, como em Português.

Que Deus toque de uma maneira especial nas vidas destas irmãs sofredoras, e dê forças aos seus maridos para lhes ajudar e apoiar nas horas difíceis.

domingo, setembro 21, 2008

Mãe e filha estão em casa...eu, ainda não

Joy e a filha (Amilia Kate) foram para casa ontem à tarde: detalhes e fotos no blog de Joy e Mark.

Abbie estava lá para o acontecimento, mas eu estava longe de casa, também.  Sugeri a Abbie que esperasse até eu chegar daqui a quinze dias para ver a neta, mas evidentement não foi aceite a sugestão. :-)   No preciso momento que Amilia nasceu, eu estava a dar uma aula no Seminário Teológica Baptista em Queluz, perto de Lisboa. Foi uma semana cheia, que começou com um retiro de pastores e depois três noites de aulas (3 horas por noite) e dois dias inteiros de reuniões de trabalho na embaixada.  

Mãe e filha já estão em casa...Vôvô só no fim de dia hoje. A minha viagem para os EUA é dia 2 de Outubro.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Só falta uma semana

Só falta uma semana...depois vai ser ela a fazer falta. Na 5ª-feira da próxima semana, a Abbie viaja para os EUA. Depois de passar uma noite num hotel em Heathrow, segue em voo directo para Dallas, onde Jeff vai estar à sua espera. Se ele falhar. . . Devido aos deveres no consulado (mas não só) ficarei mais um mês, seguindo a mesma rota em 2 de Outubro. O regresso está marcado para 26 de Outubro.

Braewyn quando fez 1 mês
A menina de Joy deve nascer por volta de 16 Setembro, portanto, serão duas novas netas para conhecermos.


O Domingo dos Da Costa ....

Suponho que o último Domingo podia ser designado com dos Da Costa. José Carlos, o professor de Escola Dominical, está no Brasil até meados de Setembro, e Orlando da Costa tem estado a substituí-lo. O seu irmão, Aurélio, e família estão aqui para passar o verão, conforme costume. Viveram muitos ano em Marrocos, mas agora vivem na Mauritânia, onde procuram dar testemunho de Jesus numa sociedade muito fechada ao evangelho. Esta vez não estavam fora do país muito tempo quando se deu o golpe de estado. Pedem orações pelo país, pois os direitos e liberdades religiosos estão intimamente dependentes do partido que estiver no poder. Este Domingo pedi a Aurélio para pregar, e tivemos dois Da Costas encostados um a outro no programa. Os seus pais eram da Madeira, mas os dois nasceram no Congo (Kinshasa) e chegaram a conhecer Jesus na África do Sul. A mãe aceitou Jesus horas antes de entrar em coma, morrendo pouco tempo depois de cancro há uns 15 anos atrás. O seu pai morreu sem aceitar o evangelho.

Orlando ensinando na Escola Dominical


Aurelio a pregar---ele pediu mais uma semana para se preparar para falar em Português, pois na Mauritânia falam Francês, Inglês, e Arabe.

Outros visitantes

No final de Junho e princípio de Julho, o Pastor Alan Pallister, sua esposa, Celeste, e seus filhos, Andrew e Ricardo passaram duas semanas de férias aqui. O Pr. Pallister é pastor da Igreja Baptista de Caldas da Raínha, e ele e a esposa dão aulas no Seminário Teológico Baptista em Queluz. Sempre somos abençoados com estas visitas.



Jackie

Ouvimos de Jackie esta semana. Os médicos disseram que ela tem de fazer uma operação ao coração urgentemente. Daqui a duas semanas, vão implantar um cateter, tipo balão, para abrir as veias. Não pode tomar mais medicamentos. A dosagem de insulina está no máximo, mas a diabetes continua incontrolável. A vista tem sido afectada e continua a ser fraca. Agradecemos as suas oraçóes.

terça-feira, agosto 12, 2008

Estou melhor, Jackie nem tanto

Na 4ª-feira passada, caí ao descer as escadas quando levava um cântaro de flores ao outro terraço. Estava descalço, e durante os primeiros dias, esperava para ver como ía ficar, temendo o pior...uns dedos do pé partidos. Mas já no Domingo pude calçar sapatos e agora, quase uma semana depois, "estou pronto para outro".

Ontem falámos com Jackie, que continua na Inglaterra. Depois de quase duas semanas no hospital, está em casa, mas a semana passada foi difícil. Tem diabetes, e o caso é tão grave que o médico iniciou o tratamento com 38 un. de insulina, em vez de 10 -15 e depois aumentar gradualmente, como costumam fazer. Ele disse que ela devia ter começado com insulina há já 2 anos, e agora o caso é muito grave. O seu corpo está a reagir às doses grandes de insulina. O último desenvolvimento deste fim de semana foi a vista...Jackie não consegue ver o ecrã do monitor de computador, nem ver a televisão ou ler. Continuem orando por ela e Jaime.

Uma nota final: hoje celebramo 42 anos de casamento. Jantar seria bom; jantar fora será melhor, por isso vamos planear comer fora. Vejo no diário que esta noite é o espectáculo de chuva de meteoros, lá por volta de meia-noite. Vamos ver se ficamos acordados para assistir...mas teremos de sair da cidade e ir para a serra---1) fugir das luzes; 2) furar o tecto de nuvens que costuma pairar sobre as encostas da ilha. Com o custo de gasolina, talvez custe o mesmo ir para a serra como comprar bilhetes para o cinema. Mas o Productor e Realizador do espectáculo celestial deixa os Seus concorrentes muito para trás. Os Seus efeitos especiais são especiais, mesmo.


P.S. Quase esqueci...a mais recente foto de Braewyn (com dois dias), tirada pelo seu tio Jeff. Raquel teve a filha no dia 26 de Julho. A Joy vai no último mês antes de nascer a sua filha (prevista para 16 de Setembro). E o penso na testa: o médico cortou um pouco fundo demais quando fazia a cesariana. :-(

quarta-feira, julho 30, 2008

Br..... = Braewyn (e Jackie está em casa)

Uma actualização das últimas notícias: Rachel está em casa com Br...... , que afinal é Braewyn Eliana (Brown). Também acabamos de saber hoje à noite que Jackie saiu do hospital. Falei com ela ontem à noite, e até então as injecções de insulina não tinham resolvido o problema de diabetes. Os médicos iam experimentar outro medicamento hoje. Não falámos com ela, só recebemos um breve e-mail informando que está em casa e estaria em contacto amanhã. Conforme houver novidades, vou informando aqui; agradecemos as orações.

sábado, julho 26, 2008

É uma menina! (Mas já sabíamos...)

O telefonema foi recebido pouco depois das 10h hoje. Estávamos à espera dele...não para saber "o que é?", mas "quando foi?", "quanto pesou?", "quantos cm de comprimento?" A ciência moderna já eliminou quase todos os elementos de surpresa do parto...um casal tem de fazer um esforço enorme para NÃO saber o sexo do novo membro da família. Já sabíamos que o 4º filho de Raquel e Chris era menina, e que o tempo previsto para o nascimento estava mesmo no fim.

Esta neta - é nº 8, são 4 de cada agora - que não será identificada por nome nesta notícia, sendo simplesmente referida como "Br------ Brown" (os irmãos mais velhos são Brody, Brennan, e Briony, por isso, penso que estou seguro em dizer "Br-----"), nasceu pouco depois da meia noite hora local de Colorado, ou seja, depois das 7h aqui na Madeira. Raquel ainda está a tirar uns cursos para ter os credenciais todos para dar aulas nas escolas públicas, e ela TINHA DE estar na aula ontem à noite para apresentar um trabalho de fim de curso. Ela pediu ao professor o favor de ser ela a primeira a apresentar o trabalho, que ela fez com dores de parto de 5 em 5 minutos. Logo depois da aula, nem passou em casa, foi directamente para o hospital, e às 00h09, a menina Br------ nasceu por cesariana. Para as mulheres que leêm este blog e para quem estas informações parecem ter uma maior relevância, a menina pesou 3,295 kg e mediu 51 cm de comprimento. (Já reparou que os recém-nascidos, por ainda não conseguirem manter-se em pé, são medidos em termos de comprimento e não de altura?)

Foi Raquel mesma que telefonou 3 horas depois do parto. Chris, o pai, estava bem e descansando. (Num sono profundo, acho.) Raquel está bem e espera uma recuperação rápida: tem de estar novamente nas aulas na 6ª e no Sábado. Vai levar a filha consigo, e até lá pensamos que esta já terá nome. Claro, agradecemos muito as suas orações por todos.

sexta-feira, julho 25, 2008

Jackie - Update

Falei com Jackie hoje à noite. Os médicos estão preocupados com o coração dela e lhe deram uma prova de esforço esta manhã. O problema é que ela desmaiou durante a prova e nem sequer puderam fazer as leituras. Ela estava a receber insulina via IV, mas os médicos optaram mudar para injecções directas de 4 em 4 horas. Os níveis de açucar continuam a vacilar entre 7 e 22 (ver notícia anterior, de ontem). A tensão arterial está em 190/90 e só baixa até 150/90 durante uma hora e tal depois de ser medicada. A sua voz parecia fraca e cansada. Os médicos dizem que não dão alta enquanto não souberem o que está a passar.

Jaime tinha viajado a Portugal para tratar de uns assuntos e volta à Inglaterra amanhã.

quinta-feira, julho 24, 2008

Oração pela irmã Jackie

Não tenho tido tempo de trabalhar neste blog ultimamente. De vez em quando tenho acrescentado material ao blog em Inglês, com algumas fotos da nossa viagem, mas nem isso tenho feito com muita frequência ultimamente.

Há uma novidade: estamos a preparar um website...temos já o domínio e o alojamento para o site. Mark, o nosso genro, está a ajudar-nos a preparar este site. Esperamos que não leve muito tempo para pôr isso em funcionamento.

A razão principal para escrever hoje é para pedir oração pela irmã Jackie. Já escrevi sobre ela várias vezes por causa dos seus problemas de saúde. Quando estávamos nos EUA há 4 anos atrás, ela ficou muito doente e quase morreu. Ela já foi a médicos aqui na Madeira, no continente, Austrália, e agora na Inglaterra. Ela tem tantos problemas que os médicos nem sabem por onde começar. Os comentários dos médicos vão desde "a senhora é uma mulher muito doente" até "nem entendo como ainda está viva."

Jackie e Jaime saíram da Madeira há um ano, e depois de passar tempo com familiares no continente e na Austrália, estão com seu filho, Sérgio, e a sua família perto de Oxford, na Inglaterra. Esta foto com a sua neta, Lara, foi tirada no fim de Maio quando os visitámos lá.


Jackie enviou-nos uma breve mensagem 3ª-feira para dizer que, baseado nas últimas análises, o médico mandou interná-la de imediato. O acúcar estava tão alto que ele receava que ela entrasse em coma diabético. Falámos com ela hoje à noite por telefone. Está num hospital perto de Oxford, e estão a dar-lhe um medicamento para prevenir contra uma paragem cardíaca. Os médicos não conseguem manter o nível de açúcar em baixo, e é tão alto que já está além do nível de "coma". Na escala usada no Reino Unido, 7 é normal, 17 resulta em paragem cardíaca, e Jackie tem níveis que vão até 22. Agradecemos as suas orações por ela e Jaime e o resto da família.

sábado, maio 24, 2008

Dia 5 – 14 Maio – 4ª feira Dia de S. Patrick

(Há mais de uma semana que não conseguia uma ligação na Internet; agora vou procurar recuperar alguns dos relatos da nossa viagem pela Irlanda. Estas imagens são do tipo "thumbnail", portanto, se fizer um clique na imagem, pode ter uma imagem mais nítida.)

Com certeza, não sabia que este ano o dia de S. Patrick foi o 14 de Maio, em vez de 17 de Março. Para nós, nesta volta pela Irlanda, hoje foi dedicado a S. Patrick, e começámos com uma visita do Centro de S. Patrick em Downpatrick. Há uma apresentação da história dele, que no Sec. V foi raptado na Inglaterra quando adolescente, e levado à Irlanda, onde foi escravo durante 6 anos. Esta experiência o levou a procurar Deus, e quando ele escapou e voltou à Inglaterra, ele entrou no ministério. Sentiu a chamada de Deus para voltar à terra do seu cativeiro para anunciar o evangelho na ilha de Irlanda, que naquela altura era pagã. Embora hoje ele seja associado com a Igreja Católica Romana, convém lembrar que, no tempo em que ele viveu, o bispo de Roma ainda não tinha assumido o título de Papa. A sua mensagem foi muito centrada na Palavra de Deus. Eu saí com uma nova apreciação por aqueles crentes dos séculos passados—independentemente da língua que tivessem falado, ou a cultura em que tivessem vivido, ou o estilo de música com que louvaram a Deus—vi de uma maneira mais clara que eles amaram a Deus e buscavam o Senhor com o mesmo fervor e enfrentaram as mesmas lutas que nós hoje.

Visitámos a Catedral de Downpatrick, que está situada sobre um alto e é visível por muitos kilómetros em volta. Aqui é vista da Abadia de Inch, nome derivado da palavra gaélica que significa “island”, pois foi construída numa ilhota formada pela maré.



A abadia original tem muitos séculos, como esta pedra indica (do ano 1180). Como abadia em Inglês (“abbey”) tem a mesma pronúncia do nome de Abbie, ela queria fazer um trocadilho visual, colocando a sua carteira no buraco ao lado.









O lugar era perfeito para as primeiras fotos “oficiais” do grupo. Cary e Tracy Balzer, os líderes ;

Bob Kitchen e sua neta, Lora Clendenen;

Paul e Jacque Cauwels;




e eu e Abbie. Todos usámos as pedras de maneira vantajosa para posar. (Abbie até aproveitou para temporariamente ganhar uma posição de superioridade vertical.)

Jim e Janet Hobble são o outro casal no grupo, que está reunido nesta foto. E para constar: não fomos nós que destruímos o prédio---já estava assim quando chegámos!

Havia tantas espécies de pássaros a cantar ao mesmo tempo nas árvores em volta…era impossível distinguir exactamente quantas eram. Aí, ao lado de um lago tranquilo, com o sol quente e o silêncio quebrado somente pelo cantar dos pássaros e os risos de crianças a gozar a liberdade de movimento entre as pedras, este era um momento alto do dia.













Mais umas milhas, e chegámos a Saul, um lugar que foi dado a Patrick para uma igreja. Mas isto foi no Sec. V, e claro, embora este seja o sítio, o prédio é muito mais recente. Um aspecto óbvio é a torre alta, e muitas existem em toda a Irlanda, com meia dúzia talvez na Escócia e Inglaterra. Pensa-se que eram lugares de refúgio dos bandos de saqueadores, com portas uns 3m acima do chão. Assim, os refugiados entraram na torre, recolheram a escada, e fecharam a porta. Poderia haver outros usos, mas esta versão não soa mal.

































Dentro, uma cruz prateada parece resplandecer na escuridão, com uma representação de Patrick em vitral no fundo. Na verdade, é somente a luz que entra pela porta que é reflectida pelo metal. Faz-me lembrar das palavras de Paulo em Filipenses 2:15-16: “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo, retendo a palavra da vida Mas a nossa luz é uma luz reflectida também, luz que vem d’Aquele que é a luz verdadeira, que morreu na cruz. A nossa luz pode não ser grande, mas numa geração perversa, mesmo uma pequena luz, fracamente reflectida, faz uma grande diferença.

Fora da igreja, uma lembrança de que o tempo passa: um cemitério com algumas pedras datadas de mais de 200 anos. Mas a morte traz declínio e ruína. As inscrições em muitas pedras já foram removidas pela acção climatérica; algumas estavam caindo para frente, outras para trás. A religião do homem, como um pau, tenta evitar a queda, mas é somente uma questão de tempo, e esta também há de ceder. Somente Cristo traz a vida eterna, e uma herança eterna e incorruptível (1 Pedro 1:4).

sábado, maio 17, 2008

Dia 4 - 13 de Maio - 3ª-feira: Físico? Quem, eu?

(Fazendo um clique em qualquer foto abre uma vista ampliada.)

Hoje oficicalmente começamos a nossa volta pela Irlanda. A primeira paragem foi o Castelo de Carrickfergus, e penso que esta é a única foto do castelo, que foi tirada quando íamos para lá.

O vento foi muito fresco, apesar do sol, e meio forte e talvez fosse por isso que Abbie estava a segurar bem na varanda. Até parece que os ventos predominantes fizeram com que a varanda ficasse torta. Olhando à praia em baixo do castelo, pode julgar-se que a maré estava baixa na altura que estávamos lá.

Daí, passámos mais para o norte até Larne, Whitehead, onde há um farol. Tirei umas fotos da paisagem no caminho para Whitehead, mas para os amantes de faróis, lamento...não há foto. Ir até ao farol envolvia uma subida que Abbie não podia fazer, e decidimos andar pela praia e apreciar as cores vibrantes em nossa volta.

O musgo junto do molhe (em cima) brilhava no sol, mas algumas das casas eram muito coloridas, também. Estamos a ver que as pessoas aqui na Irlanda não têm medo de pintar as suas casas de cores fortes.

A linha ferroviária passa pelo meio de Whitehead, e fomos obrigados a atravessá-la várias vezes, ou por baixo, ou em passagem de nível, ou ainda por meio da passadeira pedestre, como estas mulheres devem ter feito milhares de vezes já.

Encontrámos ainda estas flores que parecem quase ilumindas, e um quintal solarento.

Este estilo de trabalho em tijolo deve ter sido a moda em certa época, pois uma igreja na vizinhança tem o mesmo estilo de construção.

Mais tarde, depois do jantar, enquanto eu esperava pelos outros no nosso grupo, começei a conversar com um homem ao meu lado. Falámos da comida e depois donde somos, onde vivemos, e sem eu perceber, a sua esposa e três (acho eu) filhos juntaram-se a nós.

Era um prazer falar com esta família. Embora o tempo fosse breve, os rapazes mostraram-se muito bem comportados, e eles - pais e filhos - comunicaram um ar de ser uma família unida. A mãe tem família na Madeira, não muito próxima já, pois os seus avós saíram da Madeira, e foram para o Brasil há muitos anos atrás. Hoje ela é casada com um irlandês e vive em Belfast. No fim, fiquei a saber que durante o jantar eles tinham reparado no nosso grupo e tentaram adivinhar quem éramos e o que estávamos a fazer na Irlanda. O filho mais velho (12 - 13 anos?) tinham concluído que eu devia ser um físico. Bem, há muitas coisas piores que outros julgaram de mim, mas eu pergunto-me a mim se não era por causa do meu cabelo. Vejamos o caso de Einstein, por exemplo; era fácil ver que ele era físico pelo penteado dele. Abbie frequentemente me chama a atenção ao cabelo, se está bem penteado, ou não. Deve ter razão---ou não vão as pessoas pensar que sou um físico.

quinta-feira, maio 15, 2008

Luz e Sombra na Irlanda


As flores da Irlanda

Uma pequena amostra das flores que já encontrámos na Irlanda:



Alfazema em flor no quintal.






















Broughshane, onde passámos o fim de semana, orgulha-se que do facto de ter ganho
concursos entre cidades por ter os melhores jardims de flores.
Parece que tem ganho o 1º prémio muitos anos em seguida.








Algumas das flores no jardim botânico. Eu quase perdir Abbie na estufa, por causa da sua roupa de camuflagem.




































Em cima: (1º) Será que alguém possa explicar por quê há uma só tulipa na ultima fila nesta foto de grupo de tulipas amarelas?
(2º) Com o sol aberto, os estudantes da universidade apareceram no relvado como cogumelos que nascem após uma chuva.








Esq: Das flores que vimos hoje, estas eram as favoritas de Abbie, mas não sabemos o seu nome. As flores, tipo sineta, e as folhas coloridas pertencem à mesma planta. Alguém conhece o nome desta flor?








Dir: Esta cerejeira estava completamente coberta de flores. Tenho de voltar a visitar este lugar no verão quando ela estiver vermelha de fruto em vez de branca de flores.









quarta-feira, maio 14, 2008

Tirando o Atraso...

Desde a última vez que escrevi, tivemos mais uma profissão de fé, e houve duas no Domingo de Páscoa, por isso marcámos o dia 8 de Junho para um culto de baptismos. Também nesse intervalo do último mês recebemos visitas de pastores de fora, houve oportunidades de participar em estudos bíblicos, e as novas cadeiras encomendadas pela igreja devem chegar até ao fim de Maio. O trabalho aparece de todos os lados: do consulado, das traduções, e graças a Deus, na igreja, também.

Mas a última novidade foi:

Tirei essa foto quando descemos do avião no Sábado passado, à noite, às 23h. Saímos da Madeira por volta de meio dia, e vamos ficar na Irlanda até ao dia 28. A maior parte desse tempo será passado na Irlanda do Norte, mas vamos para a República da Irlanda (Dublin) amanhã (5ª) para ficar até Domingo. Estamos acompanhando uma excursão de um grupo da universidade onde estudei, mas também vamos aproveitar para visitar duas irmãs (irmãs nossas em Cristo, mas as duas são irmãs na carne, também) que primeiramente conhecemos na Madeira em 1981 ou 1982, quando lá foram de férias. Voltaram muitas vezes durante os anos, e sempre nos convidaram a visitá-las. Ficámos com elas as primeiras duas noites, enquanto o resto do nosso grupo vinha dos EUA, e voltaremos a ficar com elas 4 dias, depois do grupo regressar à América.

Antes de regressar à Madeira, ficaremos mais uma semana na Inglaterra a visitar Pastor Roland Brown e esposa, que já visitaram a nossa igreja várias vezes. Estamos a contar com a possibilidade de nos encontrar com Jackie e Jaime, que estarão de volta à Inglaterra, depois de 6 meses na Austrália, onde visitaram família.

Em seguida vai uma série de relatos sobre os primeiros dias da nossa viagem, entretanto já publicados no blog em Inglês.

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Dia 1 – 10 Maio – Do Funchal a Belfast

Saímos da Madeira logo após meio-dia, voando pela primeira vez numa linha “low-cost”. O voo para Stansted durou pouco mais de 3 horas, e conseguimos lugares na fileira da saída de emergência, o que foi uma bênção.

Aproveitei o tempo para ler a biografia de C. S. Lewis (autor da série Narnia), escrita por Derick Bingham. Durante a nossa excursão, vamos ter uma reunião com o autor e vamos visitar alguns lugares relacionados come Lewis, que era natural de Belfast. Li a maior parte do livro no voo até Stansted, e conclui a leitura no voo de l hora entre Stansted e Belfast. Outra vez conseguimos lugares junto da saída de emergência, portanto, viajámos muito bem.

Elizabeth nem só estava no aeroporto para nos receber, ela conseguiu convencer o pessoal do aeroporto a deixá-la entrar na zona de recolha de bagagem. Ela e a irmã devem ter viajado tanto nestes anos que são consideradas parte do pessoal do aeroporto!

Dia 2- 11 Maio - Domingo - Estamos em casa

Não viajamos tanto, mas estar longe da igreja onde estamos em casa pode ser um problema: Onde ir? Será uma bênção espiritual?

Sentiremos que estivemos na presença de Deus? Como estamos hospedados com Elizabeth e Joan vamos à igreja delas: Ballymena Baptist Church. Em muitas coisas é muito diferente da nossa:

1) Dentro de um ano, a igreja vai celebrar 130 anos; têm um avanço de 100 anos sobre a nossa.

2) Julgamos que houve 300+ no culto de manhã; a assistência na nossa igreja deve ser mais ou menos o remanescente que ultrapassa os 300 na sua igreja.

3) Eles têm uma orquestra pequena, mas muito completa, com 3 guitarras, uma flauta, um violino, um piano, um teclado, e uma bateria; neste campo estamos mais próximos---um piano, uma guitarra, uma flauta muito infrequente e, de vez em quando, uma harmónica.

4) Daqui um mês, vão mudar para o seu novo templo, deixando a escola onde se reúnem provisoriamente; construimos o nosso novo templo há 4 anos.

Mas quando cantaram, sentimos a presença do Senhor no seu culto; quando o pastor pregou, era a Palavra de Deus pura de início até ao fim, tanto de manhã, como no culto da tarde. Estávamos em casa. No próximo Domingo, estaremos em Dublin, mas no Domingo a seguir estaremos nessa igreja novamente; novamente sentiremos que estamos em casa, pois é a casa do Senhor.

À tarde, almoçámos fora no quintal de Elizabeth e Joan, à beira do rio. Patos subiam e desciam constantemente, e a água passou calmamente debaixo dos ramos das árvores a jusante. Fez-me lembrar das palavras do Salmista no Salmo 1:3, que aquele que medita na lei do Senhor será como árvore plantada à beira do rio, sempre dando seu fruto, sempre próspero em tudo que faz.

Dia 3 – 12 Maio – 2ª-feira -- Quando nem tudo corre como planeado

Estamos na Irlanda nesta altura porque estamos a acompanhar uma excursão de Irlanda do Norte e a República da Irlanda entre hoje e 6ª-feira da próxima semana. Os organizadores da excursão, Tracy Balzer e seu marido, Cary, ensinam na John Brown University, onde eu me formei em 1968 (no século passado), e a nossa filha Joy e seu marido, Mark Stoner, já nos primeiros anos deste século.

O grupo voou de Newark a Belfast durante a noite e chegaram logo após 9h00. Falámos por telemóvel com eles às 10h30 para confirmar o nosso encontro no hotel às 12h00. Quando falei com Tracy, eles já estavam na autoestrada a caminho do hotel.

Nós saímos de casa às 11h15 e Joan nos levou de Ballymena até ao hotel, o que levou uns 45 minutos. Estávamos no hotel na hora indicada, mas nada do grupo. Depois de esperar mais uns 45 minutos, a nossa fome devorou a nossa paciência e decidimos ir buscar alguma coisa para comer. Como nunca mais conseguimos falar com Tracy por telemóvel, deixámos um bilhete para dizer que estaríamos de volta às 14 horas.

Depois de almoçar, regressámos às 14:00, e... “o grupo não apareceu ainda”, fomos informados. Sentámo-nos; começámos a ler um jornal; uma dúvida súbita---será que estávamos no hotel certo? Lembrámos que houve uma mundança de reservas--será que era este que já não estava na lista? Fui me informar novamente na recepção: de facto havia um grupo com reservas em nome de Tracy Balzer. Nada a fazer, senão pedir um café e esperar. Claro, logo que trouxeram o café à mesa, a carrinha apareceu em frente do hotel.

Razão do atraso: obras no A2, que Joan sabia bem, e por isso nos levou por um caminho mais longo, mas mais rápido, pela cidade de Belfast. Como imaginámos, eles não saíram da autoestrada onde deviam, e como já estavam longe do hotel, almoçaram numa vila pequena no campo antes de procurar o hotel. Razão por quê não conseguimos falar: Tracy não tinha saldo nos cartões de telemóvel que usa no Reino Unido. Ela sabia que eu estava a chamar, mas no plano dela, nem pode atender se não tem saldo.

Mas tudo está bem quando acaba bem. Depois que estávamos todos instalados nos quartos, demos um passeio que incluiu um jardim botânico e Queen’s University (no fundo, atrás dos líderes, Cary e Tracy). Eu penso que os outros voltaram ao hotel para dormir depois da sua longa viagem, mas eu e Abbie andámos ainda mais uma hora, no fim de um dia maravilhoso. Quem disse que está sempre a chover em Belfast?