quarta-feira, abril 25, 2007

Primeiro ao judeu...

...e também ao grego. (Romanos 1:16)

Há muito poucos judeus na Madeira para evangelizar. Chegámos a conhecer alguns, mas somente um daqueles que conhecemos ainda vive cá. Em tempos havia uma sinagoga (hoje com rés-do-chão ocupado por uma lavandaria), e a Estrela de David ainda existe no padrão dos vidros da janela do último andar.

Também, não há muitos gregos. (Nenhum que nós conhecemos.) Uns dois meses atrás, porém, um artigo no jornal indicava um aumento significativo na população de gregos na ilha: 7 tripulantes de um navio que passava ao largo da Madeira foram presos quando 1500 kilos de droga (cocaína? heroína? não me lembro) foram encontrados a bordo. A Madeia situa-se numa das rotas de narcóticos entre América do Sul e Europa, e fontes policiais dizem que a carga é transferida de um navio a outro no alto mar, de modo que os navios que chegam à Europa com a droga não são os mesmos que saíram da Ameríca do Sul com ela.

Há um mês atrás, um dos prisioneiros que assiste ao estudo bíblico semanal me deu um papel com três números para serem acrescentados à lista que actualizo quando reclusos saem da prisão ou outros querem juntar-se ao grupo. São os números convocados à reunião cada semana. Embora não fossem indicados os nomes dos três, fui informado que são gregos, e que não falam Inglês (e claro, nada de Português), embora um deles "fala um pouco de Espanhol".

Desde então, tenho levado comigo uma Bíblia em grego moderno e um Novo Testamento bi-lingue (grego do NT koiné/grego moderno). Esta semana Georgos apareceu na reunião, e deve ser aquele que "fala um pouco de Espanhol". O que conheço de grego moderno está limitado a umas poucas frases, mas pelo menos pude ajudá-lo encontrar as leituras bíblicas ao longo da lição--tal como tenho de ajudar os outros encontrar os textos nas suas Bíblias em Ucraniano, Russo, Inglês, e Português. Também há um argentino com uma Bíblia em Espanhol que não estava presente esta semana, por isso é normal haver 5 (agora 6) línguas diferentes na mesa. Comunicar até a mais elementar verdade espiritual a homens que representam um leque tão largo de culturas, línguas, e tradições religiosas é algo que só pode ser feito pela unção do Espírito Santo. Como ministro do evangelho, tal como Paulo, sou devedor de anunciar o evangelho de salvação a todos os povos, ao português, ao brasileiro, ao argentino, ao colombiano, ao nigeriano, ao russo, ao ucraniano, ...e também ao grego.

segunda-feira, abril 23, 2007

A Semana Que Foi, e A Que Talvez Venha Agora

Nesta parte do mundo, oficialmente já é 2ª-feira. Agora posso ir dormir. Ao esperar para depois de meia-noite, evito ir para a cama duas vezes no Domingo. Há 24 horas atrás, ainda ultimava as mensagens...e depois de estar fora de casa 12 horas, temos a sensação de ter cumprido um dia de trabalho cheio.

Nos dois cultos de manhã (Inglês) e de tarde (Português), fomos surpreendidos pela presença de famílias que não tinham estado nos cultos há 4 anos por aí, num caso, e 2 anos, no outro. Tudo indica que tencionam estar na igreja na próxima semana. Porque hoje? Não temos a mínima ideia. Deus tem meios de seguir os passos de pessoas e falar com elas, quando nem sequer sabemos onde estão!

Há várias coisas que tenho para colocar no blog, mas não vai ser hoje. A semana passada teve um pouco de tudo: uma visita surpresa pelo Cônsul-Geral de Lisboa, que ocupou um dia; canalização avariada no prédio onde está o consulado--mais um dia "perdido"; vários trabalhos de tradução que ocuparam todos os outros momentos até 6ª-feira à tarde; uma infecção de sinusite nómada...de um lado da cabeça passou ao outro, e depois voltou de novo ao ponto de partida. Tenho a impressão que está em trânsito outra vez.

Esta semana que entramos deve ser diferente: a canalização deve ficar bem mais algum tempo; não estou a ver o CG a voltar à Madeira esta semana. Mas...ainda restam as traduções e a sinusite, que terão de ser enfrentadas. Talvez a semana, afinal, não venha a ser tão diferente.

sábado, abril 14, 2007

Sou missionário, e hoje a minha missão foi...

Saímos de casa esta manhã às 10h00 com uma missão. Não é isso que missionários fazem? A minha missão hoje, porém, não tinha qualquer semelhança a uma lista preparada num curso de seminário. Logo após o pequeno almoço, juntei as caixas de ferramentas, verifiquei os materiais, e fiz uma lista de material em falta. A missão de hoje: 1) Ir até à casa de Kristjan e Andrea para substituir uma tomada eléctrica defeituosa, substituir dois candeeiros de tecto estragados com apliques modernos e eficientes, e configurar o router sem-fios ADSL que compraram há duas semanas, mas nunca conseguiram fazer funcionar com os computadores em casa. 2) No regresso, passar na igreja para afixar uma extremidade do letreiro que soltou durante os temporais recentes. Quando descobrimos o problema umas semanas atrás, eu não tinha ferramentas comigo, e subindo no muro consegui prender o letreiro provisoriamente com um pedaço de arame. E como teria as ferramentas comigo, aproveitaria para instalar uma cadeia de segurança numa das janelas em cima, onde damos Escola Dominical às crianças e onde funciona o bercário. A janela abre o suficiente para uma criança com corpo pequeno e juízo mais pequeno ainda deitar a cabeça, e não só, fora.

Abbie usou o tempo para conversar com Andrea sobre os planos para o bercário, que está a tornar-se cada vez mais necessário, devido aos bebes na igreja (mais ou menos 10 com menos de 3 anos), e planear o programa de música. Na igreja, ela preparou tudo para os cultos amanhã, para assegurar que tudo estava no lugar certo.

Doze horas mais tarde, chegámos em casa, todas as fases da missão de hoje cumpridas com sucesso. Agora, falta juntar as outras ferramentas para a missão de 12 horas amanhã: Bíblias em 4 línguas, anotações para três mensagens, e um sortido de material complementar, musical e outros. Afinal, somos missionários...todos os dias.

domingo, abril 01, 2007

Aquela Noite em Novembro

Por razões que não vale a pena citar aqui, as nossas experiências com co-operadores no campo missionário entre 1976 e 1985 foram traumáticas. Em duas ocasiões, famílias vieram especificamente com o propósito de ajudar-nos na obra, ... e abandonaram a Madeira depois de passar somente um ano aqui. ... o que aconteceu foi que deixei de pedir que Deus enviasse alguém para trabalhar connosco.... (mais...)