segunda-feira, março 21, 2011

"...homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação."

Estas palavras, que completam o pensamento da canção em Apoc. 5:9 em louvor do Cordeiro, "digno és porque com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação" vêm à mente muitas vezes nos nossos cultos. Esta manhã, no culto em Inglês, quase todos os membros Ingleses estavam a viajar...houve 8 pessoas no culto: 2 americanos (nós), 1 brasileira, 1 portuguêse nascido no Congo que agora vive em Senegal como missionário, 1 madeirense que viveu nos EUA e é naturalizado americano, 1 madeirense que foi criado na Rodésia e mais tarde tornou-se australiano, e um casal da Inglaterra a visitar a ilha. Normalmente temos duas russas (mãe e filha) no culto de manhã, mas a mãe estava doente hoje. Uma boa representação de povos e nações num grupo tão pequeno! Mas, hoje a assistência no culto em Russo era maior do que o que estava em Inglês.


Grupo no culto em Russo


Além dos 5 ucranianos que normalmente assistem, tivemos hoje uma visita surpresa de uma família de turistas de Riga, Letónia! (Os três à esq. na foto.) Encontrou-nos na Internet, tomaram nota do horário do culto em Russo, que não é a sua língua materna, mas ficaram tão contentes em nos encontrar. Hoje deixámos fora os corinhos e hinos em Ucraniano e cantámos só em Russo. Com certeza repararam que o Russo também não é a minha língua materna!



Já no mês de Outubro, algo parecido aconteceu: duas irmãs em Cristo da Estónia que visitavam a Madeira juntaram-se a nós no culto em Russo. "...de toda a tribo, e língua, e povo, e nação" (Apoc. 5:9-14) Na verdade, digno é o Cordeiro!

domingo, março 06, 2011

"Uma Casa na Pradaria"



Foi o verão de 1956, quando eu tinha 9 anos, que a nossa família mudou para o que era literalmente "uma casa na pradaria"...como no livro com esse título. Pradaria genuína. Ao sul da nossa casa, o horizonte perdeu-se de vista com duas ou três casas espalhadas na paisagem; a leste, penso que nem havia casa por uma distância de 60 km. Nunca vi uma. As Montanhas Rochosas, mais ou menos 100 km ao oeste, ergueram-se subitamente da planície, e pelo que dava para ver da nossa casa houve uma casa e outra entre nós e aquelas montanhas distantes.

Em verdade era uma casinha. Os nossos pais levaram os seus quatro filhos para uma casa que tinha uma cozinha que quase era só kitchenette, tão pequena que era; havia sala de jantar, sala de estar e 1 quarto de dormir. Os pais ocuparam o quarto de dormir, claro; eu e meu irmão dormíamos em beliches na sala de jantar; as duas irmãs na sala de estar, eu acho...não me lembro delas terem dormido no quintal. E se pensa que esqueci-me de mencionar outro quarto, está enganado. Havia uma casinha ainda mais pequenina na pradaria uns 20 m atrás da casa; casa de banho não era, porque não íamos lá para tomar banho; banhos eram tomados Sábados à noite numa tina no quarto dos pais.

Com tempo, o Pai juntou mais quartos à casa e instalou água canalizada. Já não era necessário ir à cisterna e bombear à mão água para trazer para a casa em baldes; nós rapazes deixámos de dormir na sala de jantar; as manas não dormiram mais na sala de estar. O Pai até fez uma casa de banho completo dentro de casa...mas até lá eu já tinha saído de casa.

O Pai faleceu em 1985, e a Mãe continuou a viver na quinta até uns 5 anos atrás. Depois de viver naquela casa durante 50 anos, vendeu a quinta e mudou-se mais perto da cidade, mais perto de família.

Na 4ª-feira passada, a casa, que permaneceu devoluta depois da Mãe sair, ardeu por completo. A Mãe viu a reportagem na TV, mas as chamas eram tantas que ela nem reconheceu a casa. O meu cunhado passou depois e disse que a única estrutura ainda em pé é a chaminé e lareira que o Pai fez uns anos depois de eu ter saído de casa.

É triste pensar nisso, mas eu pensei em algo mais triste ainda. O apóstolo Paulo escreveu em 1 Cor. 3:10-14 que todos seremos julgados um dia pela obra que tivermos feito. Ao comparar as nossas vidas com a construção de uma casa sobre o fundamento de Jesus, Paulo disse que se construímos com madeira, feno ou palha, o fogo divino consumirá tudo; se construímos com ouro, prata ou pedras preciosas, a nossa obra permanecerá. "...o fogo proverá qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo." Perder tudo que se construiu durante a vida, isso é deveras triste.

A nossa antiga casa feita de madeira e estuque não pôde resistir ao incêndio; só ficou a chaminé. A Mãe, especial e compreensivelmente, sente uma tristeza ao se lembrar do trabalho todo que o Pai fez lá, aumentando e melhorando a casa. Mas o que ardeu na 4ª-feira não é a casa que o Pai fez; a casa que ele construiu continua firme e em pé. Ele disse uma vez a um amigo que ele não comprou a quinta para cultivar milho ou criar porcos... (algo desse gênero; não me lembro das palavras exactas que ele usou), mas antes era para criar a sua família. Isso ele fez.

Ele não tinha ilusões de grandeza quando pensava na sua propriedade, que muitas vezes chamou de seu "Rancho Not-so-Grande". (O Espanho dele era limitado, mas dava para entender.) Ele estava preocupado em edificar um outro tipo de casa, e se Deus quiser, essa casa estará reunida novamente em Agosto quando a Mãe celebrar os seus 95 anos. Já não é uma casinha na pradaria; é uma casa que cresceu e espalhou-se até aos cantos dos EUA e ao meio do Atlântico.

[O desenho em cima é a primeira--e até ao momento, a única--aguarela que fiz. A Mãe nos enviou uma foto da casa que ela tirou durante uma tempestade de neve, aparentemente em 1997, segundo o que escrevi no quadro. Uns dois anos depois, fiz a aguarela e lhe enviei, e está pendurada na casa onde ela vive agora. Nas mudanças de computadores, perdi o ficheiro da digitalização que fiz do desenho, e meu irmão tirou uma foto do quadro na sua moldura e me enviou esta semana.]

domingo, fevereiro 20, 2011

Há um ano atrás

Foi precisamente um ano atrás, 20 de Fevereiro de 2010, que a Madeira foi atingida com um temporal que deixou a ilha em estado de choque. (Ver no arquivo o que foi publicado aqui.) Como se disse na altura, a vida voltou ao "normal", mas a normalidade já não é igual àquela de 19 de Fevereiro 2010. O tempo passa, mas as marcas e cicatrizes, não.

Pelo menos hoje o dia foi de sol e temperaturas agradáveis. Muita chuva no dia de hoje teria sido uma recordação muito pesada, especialmente para aquelas pessoas que ainda não recuperaram psicologicamente da perda de familiares e casas um ano atrás.

Mais tarde, 20/02/10 passará a ser simplesmente mais uma data no relato histórico sobre a Madeira, como tantas outras datas dos seus quase 600 anos de história. Mas enquanto viverem pessoas que assistiram ao catástrofe, jamais será "simplesmente mais uma data".

segunda-feira, janeiro 24, 2011

O Ano dos Espinhos

Nunca sei em que ano estou em Chinês. Por acaso, como o Novo Ano Lunar foi há pouco tempo, vi na televisão que agora é o Ano do Coelho. Quer dizer que vai ser um bom ano para coelhos?

E os signos do Zodíaco! Não tenho o mínimo idéia qual o signo actual. Se eu lhe disser que sou Sagitário, não fique muito impressionado. Além de saber os nomes de alguns outros signos, aí tem todo o meu conhecimento zodiacal. Mas este pode ser o Ano dos Espinhos.

Não sou pessoa para dar crédito aos sonhos como sinais proféticos do futuro ou avisos divinos para o presente. Visões (imagens recebidas enquanto acordado), também não. Mas...

Num dos últimos cultos de oração de 4ª-feira no ano 2010, enquanto vários membros da igreja oraram sucessivamente, eu com a cabeça inclinda e olhos fechados "vi" um caule do qual saía espinhos de todos os lados. Um atrás outro, alguns ficando muito compridos, cresceram rapidamente, como naqueles documentários que mostram em poucos segundos o desabrochar de flores que em realidade leva 24 horas.

Abri os olhos para livrar-me da imagem, mas quando fechei os olhos novamente, a imagem voltou. Ainda foi repetido este process mais uma ou duas vezes. Foi um aviso de que este ano vai estar cheio de espinhos? De certa maneira achava que sim. Poucos dias depois, de novo uma experiência semelhante, e embora o caule era diferente da primeira ocasião, os espinhos eram muito semelhantes.

Talvez este ano seja ano de provas particularmente duras. Antes do Senhor voltar, não vai ficar mais fácil, e devemos dar graças que somos exercitados pouco a pouco para crescer na graça e na fé em preparação para os tempos futuros.

Em Janeiro, recebi um e-mail de um jovem que sofre de problemas do foro psiquiátrico. Ao longo dos anos ele julgou América e os americanos como seus heróis. Agora, de repente, chegou à conclusão que eu o traí às autoridades, portanto escreveu-me para dizer que "eles (Quem?as vozes na sua cabeça?) informaram-me que você e a família vão morrer por causa desta má fé". Pensamento inspirador para o começo de um novo ano! O perigo é real? Não acho, mas porque esta mudança tão abrupta na sua atitude?

Na igreja já existia um problema espinhoso. Não posso entrar em pormenores aqui, mas ficou tão grave que a igreja foi obrigada a cortar todo o apoio ao Pr. Moiséis e sua família, que chegaram do Brasil in Dezembro de 2009. A nossa oração sempre era que a sua vinda pudesse levar à abertura de mais igrejas na ilha que pudessem ensinar fielmente a Palavra de Deus. Neste momento, não podemos colaborar com ele e a obra que está a fazer. No final de contas, é o fogo divino que vai pôr à prova a obra de cada um, "para ver qual seja a sua obra". (1 Cor. 3:13)

Esta decisão de cortar o apoio foi especialmente difícil para mim e Abbie, pois nós passámos por esta experiência pessoalmente. Tanto quanto saibamos, quase todo o apoio que o Pr. Moiséis recebe vinha da nossa igreja, então por isso devem saber que esta decisão não foi tomada sem muita oração ou sem razões inultrapassáveis. Foi recurso de última instância. São situações espinhosas que obrigam aos recursos de última instância.

Se de facto este ano for o Ano dos Espinhos, só podemos nos regozijar em saber que a nossa fé em Deus vai crescer por causa deles. Claro, temos o direito de pedir a Deus que Ele tire os espinhos, como o apóstolo Paulo fez. Claro, Deus ainda reserva-se o direito de dizer, "Não", como Ele disse a Paulo. (2 Cor. 12:7-9)

(Inciado em 24 de Janeiro, publicado em 19 de Fevereiro)

sábado, janeiro 08, 2011

Ano Novo, Novo Começo


Era a minha intenção fazer um resumo das notícias de 2010 que não cheguei a pôr no blogue, mas seguindo o exemplo de Paulo, "Esquecendo-me das coisas passadas...", vou reiniciar com tábua rasa. Devo dizer, porém, que a mão de Deus foi evidente em 2010, e a nossa firme expectativa é que assim será ainda mais em 2011.

Primeiro Domingo do Novo Ano: para compensar a assistência mais baixa que é normal nesse dia, porque vários membros viajam para ver família nesta quadra, houve um grande aumento na assistência no culto em Russo--as presenças duplicaram! (De 3 para 6)


Eu e Abbie com a nossa congregação de língua russa em Dezembro:

(frente) Lidia e Pedro, Nadezhda (no fundo)



As novas presenças foram duas vizinhas de Pedro e Lidia, Helena and Svetlana, e um dos ucranianos que tenho visitado na prisão há mais de três anos. Mykola acaba de ser libertado e embora com ordem de expulsão, ele entregou recurso a SEF (serviços de imigração), pedindo autorização para continuar a residir na Madeira. Uma outra ucraniana, Larissa, que vive ao lado da igreja, veio uma vez à igreja em Dezembro e depois foi à Ucrânia para passar dois meses. O seu marido faleceu em Novembro e oramos que continuará a assistir quando ela voltar à Madeira no final de Janeiro. Eis o novo desafio para eu melhorar cada vez mais os meus conhecimentos da língua russa. Será que esta área da óbra vai ser a nova direcção para 2011?

Ontem à noite, presentámos a versão inglesa da cantata de Natal deste ano. Além dos membros do coro, não houve mais do que 10 membros da igreja presente (porque tudo foi em Inglês), mas todos os lugares na igreja estavam ocupados. Amigos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares, turistas a visitar à Madeira...ficámos encorajados porque tantas pessoas aceitarem o nosso convite, e sabemos que muitas dessas pessoas nunca entram em igreja alguma.

Não vamos fingir que não haja desafios. A crise financeira está a atingir o trabalho, principalmente porque não vemos maneira de continuar a enviar o apoio a missionários e obreiros que temos feito até agora, mais ou menos €2500 por mês. Sabemos que nenhum dos missionários está a viver com um rendimento amplo... já operam com défice, e reduzir apoios só pode tornar a sua situação mais complicada. Mas a igreja funcionou o ano inteiro com défice, também. Se a mão de Deus foi evidente no ano passado, haverá ainda mais evidências da Sua presença neste ano em que entramos.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

2011 -- Alguma previsão positiva?

Quando cheguei do escritório anteontem, perguntei a Abbie, "O que queres ouvir primeiro: as boas ou as más notícias?" Como ela nunca responde a esta pergunta, dei-lhe as más notícias: "Não há boas notícias."

Primeiro, recebi confirmação de que há 9 anos tenho declarado mal às autoridades portuguesas o meu salário do consulado. As consequências especificas ainda são incertas, mas neste tempo de crise em Portugal, quaisquer que sejam as consequências, só podem implicar um golpe forte de mais impostos, acrescidos de juros e coimas.

Há uma lição nesta história. Tenho sempre entregue as declarações de acordo com as orientações de peritos em assuntos fiscais em matéria da convenção para evitar dupla tributação. Na semana passada recebi confirmação de que estava a proceder correctamente. Quando estava no processo de escrever uma carta a DGCI (departamento fiscal português) e fui citar o artigo da convenção para sustentar a minha posição, conforme informação acabada de receber do tal perito em assuntos fiscais, também li a alínea a seguir. Até agora, todos me citavam as regras contidas na lei até alínea (b)(i) do parágrafo 1 do Art. 21. Mas quando li alínea (b)(ii), parei de escrever, deitei a mensagem no lixo, e contactei o meu amigo conselheiro. Quando chamei a sua atenção a isso, ele imediatamente concordou que "Tens um problema, sim!", desculpando-se por não ter se apercebido de todos os factos que afectam a minha classificação de contribuinte. Moral da história: antes de apregoar em alto e bom som alguma doutrina como fundamental e inviolável baseada num versículo da Bíblia, tenha o cuidado de ler os versículos que antecedem e o que vem a seguir. Não só vai sentir-se obrigado a baixar o volume, mas talvez tenha que mudar a mensagem. Sei que a minha próxima comunicação com a DGCI não vai ser nada como aquela que estava em vias de enviar.

Assim foi o começo. Depois fui levantar o medicamento de coração que o médico receita há muitos anos para Abbie. Depois de passar em 6 farmácias no Funchal, e ouvir a mesma história em todas, concluí que deve ser verdade: o tal medicamento está esgotado no mercado e o distribuidor nem sabe quando vai haver mais. Foi sugerido procurar em farmácias fora da cidade, que talvez pudesse encontrar uma caixa.

A meio caminho para casa, parei numa farmácia numa vila pequena e a resposta era a mesma. Talvez um genérico? foi a sugestão. O que todos diziam era que Abbie não devia/não podia parar com o medicamento. Segui para casa com o número de telefone do médico na algibeira. No último caso, o médico teria de passar nova receita para outro medicamento.

Para completar a manhã deste dia chuvoso, o guarda-chuva partiu. Não havia boas notícias, mesmo.

Restava uma última opção: a farmácia em Santa Cruz, onde vivemos. A funcionária foi procurar o medicamento e voltou de mãos vazias, e acrescentou, "Para este medicamento, não há genérico exactamente equivalente." Eu comecei a pensar em ligar para o médico, quando o farmacéutico veio do seu escritório com um pacote: um saco com o nome de Abbie escrito nele. Dentro estava uma caixa de tal medicamento esgotado. "É para a senhora. Temos guardado isso para si."

Daí lembrámos que uma vez Abbie foi lá com uma receita para 2 caixas, e só havia uma. Pagámos as duas, e era para voltar na semana seguinte levantar a outra. Mas viajámos logo em seguida e esquecemo-nos. Agora, estávamos a ser presenteados com o medicamento que procurámos, e já estava pago! Quando chegámos em casa, fomos verificar a data do recibo para ver há quanto tempo o medicamento estava reservado para Abbie. Data do recibo: 23/03/10 - 9 meses!
Resta alguma dúvida de que Deus já prepara a provisão das nossas necessidades muito antes de termos consciência delas?

Não temos a mínima idéia daquilo que vamos enfrentar no ano 2011, mas Deus sabe, e para o Seu povo, Ele já tomou as devidas previdências para suprir todas as nossas necessidades.

sábado, dezembro 25, 2010

Mike

“Feliz Natal!”---“Bom Ano Novo!”
É nesta quadra e hoje, em especial, que estas frases voam de uma parte do mundo a outra em centenas, senão milhares, de línguas. Aparecem nos cartões de Natal, constituem o assunto de milhões de e-mails, e são proferidas mecanicamente a pessoas que mal conhecemos, ou nem conhecemos, sem termos a mínima idéia do que as faria felizes ou como elas definem "bom". A essência da condição humana, porém, não reconhece nem respeita os tempos e estações que o homem criou artificialmente e consagrou naquilo que chamamos caledário. Neste dia, ao contrário das multidões que festejam, há inúmeras pessoas que passam tempos de tristeza.


Esta manhã, às 00h25, Mike Rogers abandonou a sua tenda terrestre e mudou-se para a sua casa no céu que não foi feita por mãos humanas. 2Cor 5:1-5 Para Debbie e a família, a alegria de qualquer Natal no futuro será sempre ensombrada com a recordação da sua perda neste dia.

Já escrevi sobre Mike (aqui, aqui, e aqui) quando o seu linfoma non-Hodgkins foi descoberto há 4 anos atrás. Desde então até esta manhã, houve uma batalha entre os médicos de um lado e a doença maligna do outro, e o corpo de Mike foi o campo de batalha. Na semana passada, quando ouvimos que Mike estava a ser transferido de Califórnia até Colorado para poder estar perto dos filhos e netos, era evidente que a batalha estava a chegar ao fim. Tenho passado mais tempo para recordar tudo que Mike e Debbie significam para nós.

Tanto a família de Mike como a de Debbie eram missionários no Brasil (e os pais de Mike foram depois para o Paraguai e Chile). Como missionários, as suas famílias visitavam as igrejas onde eu e Abbie crescemos como crianças e adolescentes. O meu pai teria dito que, “nós quatro crescemos juntos em lugares distantes uns dos outros.” Casámos mais ou menos na mesma altura, e depois, cada casal teve quatro filhos, também mais ou menos nas mesmas alturas.

Trocámos posições. Mike e Debbie em adulto saíram do campo missionário, e fizeram a sua vida nos EUA. Nós saímos dos EUA e fizemos a nossa vida no campo missionário no Brasil e depois na Madeira. Mas continuámos a crescer juntos em lugares bem distantes.

Uma relação especial

De facto, nos últimos 10 anos especialmente, temos visto Mike e Debbie muito pouco, mas ao recordar os anos que nos conhecemos uns aos outros, percebi que Mike estava envolvido nos pontos cruciais do nosso ministério. Como alguns diriam, os nossos destinos estavam entrelaçados.

No princípio dos anos 70, quando estávamos no Brasil, foi a igreja em Arkansas onde Mike era pastor que levantou os fundos para que pudéssemos comprar um carro. Até então, estávamos dependentes de outros para as nossas deslocações.

Em 1977, quando nos vimos obrigados a comprar uma casa para poder continuar na Madeira e trabalhar, foi a igreja em Kentucky onde Mike era pastor que era responsável por mais de 35% dos fundos levantados para comprarmos uma casa, a casa que ainda hoje habitamos.

Em 2000, como resultado dos ensinos de Mike na nossa igreja no Colorado, perdemos todo o restante apoio financeiro das igrejas que nos tinham apoiado durante quase 30 anos. Mike demitiu-se daquela igreja por princípios doutrinários, e nosso apoio foi cortado em consequência dessa disputa, pois, entretanto, eu também cheguei a aceitar com Mike posições que não estavam de acordo com os ensinos que tínhamos recebido por tradição das igrejas em que fomos criados. Eu agradeço publicamente ao Senhor pelo papel do Mike neste fase do meu crescimento espiritual e o da nossa igreja aqui.

Irmão-Amigo

Eu e Mike sempre concordávamos? Não. Fomos sempre amigos? Sim. Cheguei a perceber que tenho amigos que não são irmãos, e irmãos que nem sempre são amigos. Mike era tanto um, como outro. Por sermos irmãos no Senhor, compartilhámos um amor pelo Senhor e pela Sua palavra; por sermos amigos, não era preciso estar de acordo em todos os pontos de interpretação da Bíblia ou em todas as decisões tomadas.

Mike veio à Madeira duas vezes, uma vez sozinho no início dos anos 80, e uma segunda vez no final dos anos 90 com Debbie. Durante a sua primeira visita, depois de relatar detalhadmente como Deus nos chamou à Madeira, ele olhou para mim e disse, mais ou menos nestes termos, “Essa é uma história que não aceitaria de mais ninguém; mas quando tu contas a história, eu te respeito.” Ele explicou porque ele normalmente não respeitaria alguém a contar uma história semelhante, e embora que senti-me com toda a razão em defender a minha posição, eu aprendi umas verdades importantes através daquilo que ele me disse durante o almoço nesse dia.

E foi assim sempre que os nossos caminhos cruzaram. Por sermos almas gêmeas, concordámos em quase tudo, mas quando não acordámos num ponto de doutrina ou nalgum curso de acção, soubemos ouvir um ao outro com respeito e amizade.

Falo por mim mesmo. Se Abbie fosse acrescentar aqui os seus pensamentos, eu sei o que ela diria. Ele e Debbie são também almas gêmeas. Além das duas serem mães exemplares que cada uma criou quatro filhos que amam e servem ao Senhor Jesus, as semelhanças entre seus talentos nos campos de música e artes decorativas são inexplicáveis.

Hoje Debbie e a sua família estão entristecidas. Oramos por eles e nos entristecemos com eles, mas não como aqueles que choram sem esperança. Todas as nossas vidas, temos estado a crescer juntos com eles em lugares distintos e distantes; fisicamente, Mike agora está mais distante do que estava antes. Mas isso é provisório; no Seu tempo, o Senhor chamará cada um de nós, e não haverá mais distância.

domingo, dezembro 05, 2010

O novo neto...

...mas sabíamos há muito tempo que seria um rapaz. O filho de Joy e Mark, Finnian Jude Stoner, nasceu 6ª-feira à noite (em Arkansas). Ou seja "no meio do meu sono na manhã de Sábado" onde nós moramos. Quando o telefone tocou às 5:30 Sábado, eu disse a Abbie enquanto ía à sala atender a chamada, "Vais ver que és avó outra vez." E tinha razão. Finn nasceu havia duas horas (que por acaso eu estava acordado por volta dessa hora). Falámos com Joy durante 30 minutos, tempo suficiente para saber que, se de acordo com algumas lendas, na mangedoura o Menino Jesus não chorava, isto quer dizer que Finn decididamente não é o Menino Jesus, pois dava para ouví-lo deste lado do Atlântico. Não sei o que ele queria, mas ele o queria com o volume no máximo.

Tudo correu bem para mãe e filho (e pai também, supomos). Estamos muito gratos ao Senhor por Seu cuidado sobre eles. Se está interessado em mais pormenores e fotos, clique aqui para aceder ao blog de Joy e Mark.

Lamento não ter escrito mais nada desde AGOSTO!!??? Houve uma viagem neste intervalo, e muito trabalho. Claro, com a aproximação de Natal e a cantata (este ano cantada uma vez em Português e outra em Inglês), sentimos que estamos nos limites muitas vezes. Vou ver se consigo preenchar algumas das lacunas nas notícias dos últimos meses. A esta hora, depois de um dia todo na igreja, a maior lacuna parece estar na minha cabeça.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Ir à bruxa

Este fim de semana fez 6 meses que o temporal fez tanto estrago na Madeira. Hoje, quem visita o Funchal provavelmente nem percebe a gravidade da tragédia; o facto de que muitos negócios não reabriram não ressalta à vista. Quem entra pela serra, porém, logo repara que muita coisa danificada ainda continua inalterada. A nossa igreja recebeu cerca de €7000 para ajudar vítimas. Nosso pensamento foi ajudar famílias repor os móveis e electrodomésticos perdidos. O que estamos a verificar é que muitas destas famílias ainda não conseguiram reconstruir as suas casas. Enquanto não receberem ajuda do Estado para isso, não têm lugar nem necessidade de móveis e electrodomésticos. Estamos a seguir de perto o caso de duas famílias. (Na nossa igreja, Irmã Fernanda beneficiou de €400 para reparar o chão da sua casa. Oferecemos fazer mais, mas ela insistiu que o que foi feito foi suficiente e que não queria entrar em obras maiores.)

O temporal foi um golpe duro no turismo, que já estava a sofrer devido à crise económica. A Madeira já perdeu muitos milhões de euros este ano.

Primeiro as águas, depois o fogo...

Na semana de 12 de Agosto, a serra da Madeira pegou fogo. Quem olha para a serra em volta do Funchal agora, vê tudo preto em cima, onde era verde. Mais em baixo, já na área de floresta, as ávores ainda estão em pé, mas há uma linha muito nítida onde as folhas verdes se tornam castanhas. Não resta dúvidas sobre até que ponto chegaram os incêndios.

O Diário de Notícias do Funchal publicou a foto tirada do espaço pela NASA, mostrando os incêndios do dia 13 de Agosto. Dizer que a situação está preta na Madeira não é só linguagem figurativa.

Ontem, no Porto Santo, durante um comício político, uma palmeira de grande porte caiu sobre o povo que assistia os discursos. Uma senhora morreu esmagada; outras pessoas ficaram feridas e estão no hospital. O comício foi cancelado, claro. O Presidente do Governo Regional, nos seus comentários, disse o seguinte:

"2010 é um ano em que temos de ir à bruxa. Com tudo o que vem sucedendo no arquipélago em 2010, rezem para que este ano acabe depressa."

Se bem que a sua referência de "ir à bruxa" pode ser entendido como um desabafo comum que as pessoas dizem quando as coisas vão mal, a verdade é que feitiçaria não é tão rara aqui. Durante as obras de remodelação da nossa casa, fomos informados que a vizinha tinha recorrido à bruxa para fazer "uma obra" contra nós, para que o trabalho nunca fosse terminado e que os trabalhadores se magoássem. Nenhum trabalhador foi magoado, mas eu por pouco não parti uma perna. O que poderia ter sido um grave problema deixou-me meio cambado durante um mês e tal. E a obra sempre foi feita. A feitiçaria não tem poder contra Deus e a Sua obra.

...ir à bruxa... Eu sei que muita gente não hesitaria em ir à bruxa; ouvi de muitos que vão; tenho a certeza que muitos tem ido.

domingo, agosto 22, 2010

Mais um casamento!

Isso mesmo! Dois casamentos numa só semana. Esta vez foi Débora e Gil que tiveram uma ceremónia religiosa. Foi em Março do ano passado que casaram no civil, como Sandra e Humberto no princípio desta semana. Débora sempre quis casar na igreja da sua família no Brasil, mas em fim viram que não tinham dinheiro para fazer isso, e aproveitaram a presença de alguns familiares do Gil que moram na França e estão aqui de férias para trocarem os votos perante Deus.

A ceremónia foi numa tenda no quintal de um hotel. Por um lado, sendo que os familiares de Gil são muito católicos, era provável não terem vindo a uma ceremónia na nossa igreja. Mesmo assim, Gil e Débora não sabiam como esses familiares iriam reagir a um culto evangélico. Uma senhora me confessou que este foi o primeiro serviço evangélico que ela alguma vez assistiu, e gostou da Palavra que ouviu. No final, Gil disse que a sua família ficou muito bem impressionada com o culto. Oremos que o testemunho da Palavra continue vivo entre estas pessoas através das vidas de Débora e Gil.



A música era de violino.

No final da ceremónia.

Débora e Gil com Kayla, que levou as alianças.

Militina, Abbie e Olga

quinta-feira, agosto 19, 2010

Últimas noticias--um casamento


Prometi actualizar algumas notícias dos últimos meses. Este casamento não está nesta categoria. Aconteceu esta semana. Sandra e Humberto casaram no registo civil na Segunda-feira, e a ceremônia na igreja será em Dezembro quando os pais da Sandra podem vir da Califórnia para estar presentes. Segundo ouvi,  Sandra e Humberto vão aproveitar férias nessa altura para visitar os pais dele em Ecuador.

O que significa este casamento? Por um lado, quer dizer que dois-terços do nosso ensemble de guitarras na igreja são marido e esposa.  Desejamos para eles muitos anos de bênçãos no serviço do Senhor.

sábado, agosto 14, 2010

36 horas

...o tempo entre a nossa partida de Gatwick ontem e a nossa aterragem hoje à noite às 10h no Funchal. (O voo directo entre os dois aeroportos leva pouco mais de 3 horas, de modo que devemos ter tomado o caminho mais longo.) A aterragem foi muito suave, e parece que tudo está em ordem aqui em casa. Que bom estar de volta!

Eu não disse?

18h00---Acabamos de ser informados que em vez de chegarmos no Funchal às 20h00, o nosso voo só estará a levantar voo a essa hora. (Será?) E como é óbvio, o voo das 19h00 está a sair na hora certa. Nos faz lembrar dos "bons velhos tempos" quando ficámos apanhados neste tipo de situações, ao viajar entre a ilha e o continente. De maneira que, já não estamos surpreendidos por tudo isso. Já sabíamos.

Estava enganado

No último post às 4h00 de manhã, terminei dizendo que esperava que não nos chamassem cedo. Engano meu. Às 7h15, só 2 hours e 15 minutos depois de eu ter ido para a cama, o telefone tocou, e fomos avisados que tínhamos 20 minutos para estar no lobby para apanhar o autocarro para o aeroporto.

Às 8h00 estávamos na bicha (com todos os outros passageiros retidos do nosso voo) a esperar pacientemente (??) a nossa vez para saber em que voo vamos seguir para o Funchal. Depois de 3h15m naquela fila, recebemos o resultado do sorteio: nós vamos no voo das 18h40, com chegada às 20h00 no Funchal. Talvez. Temos passado a tarde toda aqui na sala de embarque (são 17h00 agora) e os dois voos que partiram para a Madeira durante este período saíram com uma hora de atraso. Ou seja, chegaremos quando chegarmos em casa.

Entretanto, avisámos os irmãos para preparar os cultos amanhã como se nós não estivéssemos lá. E quem garante que vamos estar? Abbie está exausta depois destes dois dias de viagem (e o susto valente de ontem à noite), além de ter apanhado uma tosse naquele dia que choveu na Inglaterra. Talvez ela fique em casa amanhã. E se formos, estando presentes no corpo, será que estaremos com as nossas capacidades mentais a funcionar em pleno? Creio que pode haver quem ache que nunca estamos em pleno uso das nossas faculdades mentais, mesmo em condições normais, e uma coisa está certa: estes últimos dois dias não têm sido nada normais.

Em casa, quase -- só faltam 1000 km.

Foi ontem às 5h00 que nos levantámos para ir ao aeroporto de Gatwick para iniciar a nossa viagem para casa. O itinerário incluía voos Londres-Madrid-Lisboa-Funchal, e embora nenhum voo fosse longo, havia 5 horas entre voos em Madrid e mais 4 em Lisboa, de maneira que o nosso voo deveria chegar ao Funchal às 00H35, uns 19 horas depois de nos levantar.

Depois de viajar aquele caminho todo, chegámos a passar a menos de 1000 m da nossa casa (pois ela fica quase na linha de aproximação da pista). Com ventos cruzados, o avião chegou a balançar tanto que alguns dos passageiros estavam convencidos que seria a sua última aterragem. No voo Madrid-Lisboa, nós estávamos numa das últimas filas; felizmente neste estávamos sobre as asas, pois os gritos vinham lá de trás. Os assistentes a bordo até tinham que ajudar alguém lá atrás que passou mal. Já sobre a pista o piloto decidiu abortar a aterragem e anunciou que ia aguardar uns poucos minutos para ver se o vento acalmava. Se não, voltaríamos a Lisboa. Não acalmou. Nós regressámos.

São 4h00 e acabámos de chegar ao hotel. Aterrámos em Lisboa às 1h45 e levou esse tempo todo para resolver a situação. Quando conseguirem um voo para Funchal, vão avisar. Esperamos que não seja dos primeiros voos do dia; mal acabámos de chegar.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Hoje faz 44



Neste dia há 44 anos, eu e Abbie dissemos "até a morte nos separe". Alguns desses 44 aniversários ficaram na memória -- no 25º aniversário estavamos na Suiça; no 40º, nos EUA. Este, também, não será esquecido.

Descobrimos que, afinal, o sol brilha na Inglaterra. Nesta semana que estamos aqui, houve dias com nuvens, mas somente houve um dia que realmente choveu. Hoje de manhã o sol estava mesmo a brilhar. Estamos em casa dos irmãos Derek e Margaret Martin, que visitaram nossa igreja pela primeira vez em 1982. Vivem cerca de hora e meia a sudeste de Londres numa aldeia no campo. A foto em cima mostra o jardim atrás da sua casa, e foi lá que tomámos o pequeno almoço esta manhã.



Esta semana vistámos vários lugares, incluíndo um dia que passámos em Londres, onde me encontrei com Pres. Obama. Perguntei-lhe se gostaria de ser fotografado comigo, e ele não disse não.

                               (Foto tirada no museu de Madame Tussaud.)


Amanhã voltamos à casa, e apesar de ouvir que a temperatura tem andado na casa dos 40ºC, será bom estar em casa novamente.

Eu finalmente descarreguei as fotos que estavam na máquina desde Maio, e pretendo publicar algumas aqui para dar uma ideia do que tem passado nos últimos meses. Claro, ainda não sei a altura da pilha de trabalho que me espera quando chegar em casa. Será que aquelas fotos chegarão a ser publicadas aqui?

sábado, agosto 07, 2010

Não estamos em casa

Esta breve nota serve para avisar os nossos leitores que não estamos em casa, e já lá vai uma semana. Estamos no continente desde 6ª-feira da semana passada, e esta semana toda eu dava as lições bíblicas no acampamento familiar do Acampamento Baptista em Águas de Madeiros, a norte de Lisboa. Pensava que arranjava um tempinho para escrever umas notícias aqui e pôr fotos, mas não deu.

Já é meia-noite e temos de estar no aeroporto de Lisboa por volta das 8h00 para apanhar o voo para Inglaterra, onde vamos passar a próxima semana com um casal de irmãos que nos tem visitado com alguma frequência na Madeira desde os anos 80.

Mais cedo or mais tarde, vou colocar fotos aqui. Vou dar notícias sobre os baptismos realizados na semana antes de sair da Madeira. Já notou que nos dois casos, falei daquilo que "vou fazer". Até este propósito seja concretizado, continue orando por nós e a obra. Precisamos das suas orações; agradecemos a Deus por elas.

segunda-feira, julho 12, 2010

Artigo sobre a Madeira no NYT

Na sua edição de ontem, na secção de Travel, o New York Times publicou um artigo sobre a Madeira. Em Inglês, claro, mas tem umas fotos da ilha para quem não domina a língua. Curiosidade: o Mimi-Eco Bar no artigo fica no outro lado da rua da entrada do consulado. O que se passa lá em altas horas da noite, não sei. Só sei que não abrem antes das 10h de manhã. Pode ler o artigo aqui.

segunda-feira, julho 05, 2010

"Parti a minha vuvuzela..."

A Copa do Mundo está a chegar ao fim. Se há mascote deste Mundial, deve ser a vuvuzela. Instrumento não-musical. Irritante. Uma dor de cabeça (literal e figurativa) para os comentadores de TV e rádio.

Mesmo com tantas nacionalidades na nossa igreja, já não há "sobreviventes" entre nós...os EUA, Inglaterra, Portugal, e até o Brasil já fizeram as malas e voltaram para casa. Há ainda o irmão Roy, cujo pai era holandês...neste caso seria meio-sobrevivente (pelo menos até ao jogo de Holanda amanhã).

Inglaterra e os EUA já estavam fora...Portugal e o Brazil ainda dentro...quando falei na outra semana sobre 1 Cor 9, onde Paulo diz que todos correm, mas só um ganha o prémio. Mesmo ganhando, é uma coroa corruptível. Quando a última equipa erguer a Taça no Domingo, em fim, o que teriam ganho? Nós temos um incentivo duplo para correr bem a nossa carreira cristã: 1) cada crente pode ganhar a coroa...ninguém fica a perder; 2)a coroa é eterna, um prémio que nunca passará.

De tudo dito e feito ao longo destas semanas, uma citação fica na memória.

Logo após o jogo em que os EUA qualificaram para a fase seguinte com um golo no tempo de descontos, um adepto americano todo emocionado explicou:

"Parti minha vuvuzela quando marcámos o golo. Parti-a sobre a cabeça."

Com tantas equipas favoritas já eliminadas, suponho que há muitos adeptos que gostariam de fazer a mesma coisa, mas como expressão de desilusão. E os comentadores e telespectadores em volta do mundo não estariam muito tristes se todos os outros partissem as suas vuvuzelas, também.

Últimas notícias

Pastor Moiséis -- Residência

Pastor Moiséis recebeu o seu cartão de residente uns meses atrás, mas devido aos processos na imigração, os cartões da família passaram por uma aprovação separada. Foi na semana passada que receberam os cartões de residência. Levou 7 meses, mas estamos gratos que levou SOMENTE 7 meses...há casos que levam anos.

Ajuda às vítimas das cheias

Os donativos recebidos para ajudar as vítimas do temporal de Fevereiro totalizam aprox. €7000. Não tenho apontamento do "troco exacto" comigo. Soubemos de três famílias que perderam tudo, e pensamos em ajudá-las a comprar a mobília e electrodomésticos básicos. Em princípio, na 4ª-feira tenho uma reunião com funcionária da Câmara Municipal de Câmara de Lobos para verificar o estado actual dos casos.